Completamente coroa: aos 28 anos!

fevereiro 8, 2010 por lorymoreira

Eu e a estagiária lá do trabalho, num momento papo fútil:

Estagiária: – Minha amiga levou uma pote de Toddy cheio de maconha pra minha mãe. Deu a ela de presente de aniversário.

Eu: – E ela provou?

Estagiária: – Que nada! Pura pilha! Ela disse que queria, mas não tem coragem!

Eu: – E você, já provou?

Estagiária: – Já. Dá barato. E você?

Eu: – Já quis, mas não rolou na época. Daí desisti. Agora não tenho mais vontade.

Estagiária: – É. Você também já tá muito velha pra isso!

Eu: – Ahñ?????????????????????????????

Putz… acabou comigo!

Duas biografias: Tim Maia & Wilson Simonal

fevereiro 5, 2010 por lorymoreira

Depois de Verdade Tropical, me deliciei com mais duas biografias de famosos cantores da música brasileira: “Vale Tudo – o som e a fúria de Tim Maia” de autoria de Nelson Motta e “Nem vem que não tem – a vida e o veneno de Wilson Simonal” de Ricardo Alexandre.

Duas leituras interessantes de cantores que viveram no mesmo período, mas que tiveram caminhos distintos.

O livro do Nelson Motta é divertidíssimo. Desses que a gente lê se acabando de rir. Tim Maia era uma figura singular. Descrevia-se como “preto, gordo e cafajeste”. Sua história passa pela infância humilde, às aventuras adolescentes nos Estados Unidos até a chegada da fama no Brasil – onde construiu sucessos inesquecíveis como “Coroné Antônio Bento”, “Você”, “Descobridor dos Sete Mares”, “Primavera”, entre outras.

Já o livro do Ricardo Alexandre é um convite para conhecer a história de um negro pobre que se tornou um dos maiores cantores do Brasil, gravando sucessos com “País Tropical”, “Sá Marina” e a música título no livro “Nem vem que não tem” para, em seguida, ser condenado pela mídia e pela sociedade ao ostracismo graças a seu conturbado envolvimento com policiais do DOPS – história essa recheada de fatos e mitos que apagaram o nome dele da história da música do Brasil.

Duas leituras imperdíveis para quem quer conhecer um pouco mais de dois homens negros que fizeram história para sempre na música popular brasileira.

Sivuca & Orquestra Sinfônica de Recife

janeiro 30, 2010 por lorymoreira

Pense num som bom, de qualidade artística primorosa, original e emocionante?

Pois bem, isso tudo a gente encontra no CD “Sivuca Sinfônico” do grande acordionista Sivuca com a Orquestra Sinfônica de Recife. Num delicioso misto de música nordestina com o clássico e erudito.

Minhas profundas reverências a esse mestre da música popular nordestina!

Agradecer e Abraçar

janeiro 26, 2010 por lorymoreira

Uma das minhas pérolas preferidas cantadas pela divina Maria Bethânia – que eu amo. Aliás, ela merece um post exclusivo meu. Vou agendá-lo. Até “É o amor” fica poético quando ela canta! Aff! Então, voltemos a essa música linda…

Agradecer e Abraçar

(Gerônimo)

Abracei o mar na lua cheia, abracei
Abracei o mar
Abracei o mar na lua cheia, abracei
Abracei o mar
Escolhi melhor os pensamentos, pensei
Abracei o mar
É festa no céu, é lua cheia, sonhei
Abracei o mar
E na hora marcada Dona Alvorada chegou para se banhar
E nada pediu, cantou pro mar
E nada pediu
Conversou com o mar
E nada pediu
E o dia sorriu…
Uma dúzia de rosas, cheiro de alfazema, presentes eu fui levar
E nada pedi
Entreguei ao mar
E nada pedi
Me molhei no mar
E nada pedi
Só agradeci…

Bolo prático de banana

janeiro 24, 2010 por lorymoreira

Não deu pra esperar. A gente comeu antes de tirar a foto!

Ingredientes:

5 bananas pequenas e madurinhas

4 ovos

2 xícaras de farinha de rosca

1 xícara de óleo

1 xícara de açúcar

1 colher de sopa de fermento

Canela em pó

Preparo: no liquidificador, você põe 4 bananas, os ovos, óleo e açúcar. Bate tudo até obter uma massa uniforme. Em seguida, despeja o conteúdo num recipiente grande e acrescenta a farinha de rosca e fermento e mistura delicadamente com uma colher. Depois, jogue tudo numa forma untada. Por fim, corte pequenas rodelas com a banana que sobrou, jogue por cima da massa já na fôrma e polvilhe a canela em pó por cima. Ponha pra assar em forno médio.

Uma delícia! Aqui em casa faz o maior sucesso e sempre deixa um cheirinho de canela pelo andar inteiro!

Recomendo MUITO!

janeiro 22, 2010 por lorymoreira

Pense num filme bom, reflexivo, dramático e sem pieguice? É este! Além de tudo, rico da perspectiva biográfica de um pedacinho desconhecido da vida de presidente do genial Nelson Mandela.

Sinopse: Recentemente eleito presidente, Nelson Mandela (Morgan Freeman) tinha consciência que a África do Sul continuava sendo um país racista e economicamente dividido, em decorrência do apartheid. A proximidade da Copa do Mundo de Rúgbi, pela primeira vez realizada no país, fez com que Mandela resolvesse usar o esporte para unir a população. Para tanto chama para uma reunião Francois Pienaar (Matt Damon), capitão da equipe sul-africano, e o incentiva para que a selação nacional seja campeã.

Frase do mês

janeiro 19, 2010 por lorymoreira

Fique com Deus porque Madonna já ficou com Jesus!

Jesus Iluminado... ops! Jesus Luz!

Caetano e sua verdade

janeiro 17, 2010 por lorymoreira

Caetano em sua fase cabelos livres

Desde criancinha eu escuto Caetano Veloso. De início não necessariamente por uma escolha pessoal, mas pela paixão de minha mãe pelo então rapaz baiano e magrelo.

Uma das lembranças mais vivas que tenho da minha infância é de minha mãe fazendo faxina na casa com o som nas alturas e cantando alegremente canções como “Eu sou Neguinha”, “Alegria, alegria” e “Sampa”.

Peguei gosto pelo rapaz e, embora na adolescência tenha passado por uma fase rebelde de rejeitar todo o gosto musical que me foi herdado pela influência dos meus pais, nunca deixei de escutá-lo, mesmo que ocasionalmente.

Caetano é um mito na Bahia. A gente o ama e odeia ao mesmo tempo. Ama por tudo que ele representa pra cultura brasileira, pelo movimento libertador que a Tropicália foi, pela poesia de suas músicas e pela extrema manifestação de indignação de um brasileiro, em outras. E a gente também o odeia porque Caetano fala besteiras que são tão próprias dele que a gente já o odeia perdoando.

Sempre tive vontade de ler seu livro “Verdade Tropical”, mas todas as pessoas com quem eu comentava isso meio que me desencorajavam – “leitura difícil”, “livro complexo”, etc.

Mas, pra iniciar esse ano, queria um desafio literário e rejeitei as não-recomendações, encarei o verdinho de sua capa e me joguei na leitura de “Verdade Tropical”.

E vim aqui para discordar daqueles que taxaram esse livro de uma leitura complexa.

Ler Caetano não é fácil, é verdade. Não é como ler Machado de Assis ou José de Alencar. Seu estilo é rebuscado, ousado e incerto, mas também apaixonante. Esse livro é uma verdadeira obra-prima para quem quer saber mais um pouco sobre a música e história brasileira das décadas de 1960-1970. E, pra mim, tem sido uma reafirmação de minha admiração por tudo que Caetano representa pra música popular brasileira e, mais ainda, pela descoberta de como me sinto orgulhosamente brasileira – parte desse caldo cultural tão rico e genial, dessa história rica, por vezes, cruel e humilhante, mas tão determinadora do nosso estilo brasileiro de ser. É um resgate da vontade de dizer com a boca cheia de que, apesar de tudo, sou brasileira.

E re-apaixonada por Caetano, depois de ler seu livro, ando me re-apaixonando por suas músicas. Assim como também, me re-apaixonando por Gil, Bethânia e Gal – tão amados por ele, mas tão amados, que a gente passa a amar como se já o conhecêssemos desde nosso nascimento – o que, em parte, não deixa de ser verdade, já que nasci em 1981 quando os quatro baianos já eram um sucesso nacional.

Avatar

janeiro 14, 2010 por lorymoreira

Sou uma pessoa cabeça aberta quando o assunto é gênero e tipo de filmes que escolho assistir.

Adoro filmes cult, alternativos e pouco comerciais como também me apaixono por filmes de massa (também chamados mainstream) e um exemplo bem claro disso é a minha paixão pela série “Guerra nas Estrelas” e “O Senhor dos Anéis” intensamente proporcional a meu amor por “Lisbela e o Prisioneiro”, “O fabuloso destino de Amelie Poulan” e “Abril Despedaçado”.

Daí, me sentindo a própria mulher eclética, fui até o cinema assistir Avatar.

Agora, me sentindo a própria crítica de filmes, exponho a minha seguinte opinião: Avatar é um filme lindo visualmente e altamente tecnológico, mas pobre de roteiro, pouco original e extremamente previsível.

Extraindo os efeitos visuais primorosamente bem feitos e originalíssimos, me senti numa tela gigante de Word cheia de “Ctrl C” e “Ctrl V”. Idéias extraídas de filmes diversos foram claramente copiadas em Avatar.

Um exemplo bem claro: na guerra entre os Na´vi e os humanos, o mocinho resolve reunir diversos clãs na´vi. Perái! Até aquele momento ninguém havia falado da existência de mais de um clã! E depois, isso não perece aquela cena de “O Senhor dos Anéis” onde Aragorn sai convocando o povo dos cavalos, os fantasmas e etc para lutarem contra Sauron?

Bom, e esse tema de Avatar também está bem batido, né? A gente querendo colocar o homem na tela como destruidor da natureza e esquecendo de fazer nossa parte fora dela…

Mas o filme também tem seus bons momentos como a cena onde Neytiri ensina Jake Sully a andar no seu direhorse – equivalente do nosso cavalo – e eles se unem numa espécie de conexão cerebral.

Bonito de ver, mas fraquinho, fraquinho…

Latas de aço x latas de alumínio

janeiro 13, 2010 por lorymoreira

Algumas empresas conhecidíssimas de refrigerantes e cervejas substituíram as latas de alumínio por latas de aço.

A primeira informação que me chegou foi que as latas de aço não são recicláveis e que isso contribuía para o aumento da poluição no planeta. Mas fiquei intrigada com isso: porque grandes empresas ousariam ter sua reputação abalada em plena era do despertar com o cuidado com o meio ambiente?

Por conta da minha curiosidade geminiana fui fazer uma pesquisa na internet e descobri que a informação não procede (sim, as latas de aço podem ser recicladas) e que, além disso, caso a lata de aço seja despejada no meio-ambiente, leva menos tempo para ser decomposta pela natureza que a lata de alumínio. São apenas 10 anos para a primeira contra um período de 1.000 anos para a segunda!

Me senti responsável por repassar a informação e ajudar a destruir essa afirmativa de que latas de aço são poluentes. Vamos aderir à campanha? Compre apenas os refrigerantes ou cervejas de latinha que forem produzidos com aço. Beba e depois deposite as latinhas no contêiner específico para lixo reciclável. Pelo bem do planeta e pela vida que precisa continuar.